sábado, 21 de dezembro de 2013

meu medo.

E eu que falei que tinha medo de olhar.
Olhei e vi.
Vi que me olhou, me atentei e fui.
Vi que não fugiu, me entreguei e fui.
Fui, me entreguei, se foi...
Não dá mais pra escapar...
Minha fraqueza é essa sua força de olhar.
Me faz sorrir, me faz sonhar, me faz crescer
e entender que não devo parar de tentar!

"E o teu olhar me diz tantas coisas
Tantas coisas loucas que quando chega perto
A minha alma não me deixa mentir
Esse teu olhar é pouco pra mim
É um ponto sem fim
Esse teu olhar numa boa é o tu dentro de mim" - Armandinho.

só não mente

A mente estranha, estranhamente
o que tem com a gente e o que a gente sente.

Um contentamento descontente,
o pinguin que veio caindo sem saber
arrancando o sorriso que ninguém  deixava ter,
a menta estranha, estranhamente.

Foi caindo eternamente...
e agora é ter na mente
estranhamente
eternamente.
Pra me contar o que a gente sente,
vale tudo, só não mente!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Você e Você.

Seus olhos perderam a noção do perigo.
Tudo agora parece mais fácil
Invertemos as posições, fato.
Agora você finge ser eu, e eu garanto a frente como você.
Garanto que você, assim como eu no antes
se confundiu e errou tudinho igual a mim no depois, que agora sou você no passado.
Eu fazia tudo errado, e não tinha preguiça de tentar consertar,
e lá vai você, sendo eu, e ouvindo a si mesmo ser xingada
por quem você foi há alguns dias, mas no passado nem pensava que iria se atrapalhar.
E eu dando cabeçada na vida, esperando ouvir de mim mesmo,
no futuro, o que eu não diria pra você no passado.
Assim vamos nós, sendo sujeito, predicado, e prejudicado.
Voltando no passado, repetindo no futuro, mas sem parar de conjugar o presente.
Além de que você, hoje eu, no passado talvez nós dois.
Ainda há de dar muita risada disso tudo.
Até lá, seja eu, seja você, sejamos nós, os melhores e mais confusos amigos do mundo!
Te amo, Verme.

vai entender.

Tão eu!
Tão não sei o que quero.
Tão tão distante...
Distante do entendimento, talvez desde o nascimento,
Nascimento não sei se do ódio ou do amor.
Saudade! Solidão.
É isso... as palavras não precisam se ligar.
Nada aqui faz sentido.
Se quero não posso, se posso não tenho, se tenho não gosto.
É muito sentimento e pouco contato.
Desato de nós, os nós que amarravam a confusão.
Confesso confuso, que não sei onde quero chegar.
Tão eu.
Talvez tão nada.
Do nada, tão tudo.

e você que dizia, que nada aqui era pra você.
aqui está o primeiro, embora não pra você... por você!

sábado, 17 de agosto de 2013

Há Vagas

Pode vir!
dou meu jeito de ser e estar
pra gente poder permanecer e continuar
com a delícia que pode ser essa ligação,
dos verbos que conjugam a beleza da musica popular!
No céu infinito e azul, bailam os pássaros,
voam os sonhos,
vem e vão todas primaveras,
e com elas as cores vivas dos ipês que  nos encantam!
Seja bem vindo a terra dos desejos, dos sonhos
e dos amarelos, roxos, rosas e brancos
que arrancam de nós a maravilha
dos melhores sorrisos!

Chega mais! Há Vagas!
Há laços,
há braços,
há força de vontade,
há talento.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

_MAKTUB_

Escrever é sentir.
Sentir transbordar do coração para o papel,
toda a verdade que meus lábios não conseguem dizer.
Escrever é expor.
Expor que dentro de toda aquela confusão
alguma coisa tenta se organizar e naturalmente aparecer.

Se escrevo, é porque vejo na curiosidade do seu olhar
um pouco de desejo em me conhecer.
Escrevo, pra que eu também possa saber quem sou,
e sendo assim, entender que,
o que transborda é sentimento de algo que me sufocou.

Continuarei escrevendo. Fugindo da solidão.
Exercitando observação. Expondo sentimento.

Vou escrever, sobre a saudade de algo que não sei se foi.
Vou sonhar, com algo que não sei se vem.
E acreditar que, o melhor de mim, o real e o sincero...
_ está escrito _

terça-feira, 30 de julho de 2013

Atitude tosca

Tá bom, começo confessando que essa atitude é tosca.
Atitude de gente fraca.
Logo, reconheço minha fraqueza. Falar olhando nos olhos.
Queria só saber o que está acontecendo.
Se está tudo bem. Se fiz algo de mal.
Queria só saber qual foi o boi que apareceu na linha.
Ou se o boi sou eu mesmo.
Queria saber se eu irrito tanto assim, ou o que preciso mudar.
Quero ouvir, prometo não interromper, nem ignorar.
Uma amiga usou dessa estratégia, vamos ver se comigo vai funcionar.
Se quiser me falar por telegrama, e  mandar um shampoo, já me arrancaria um sorriso.
E  o que vai ser daqui pra frente?
Daqui meia hora? duas horas? uma madrugada? um mês?
O que vai ser depois de todo esse tempo?
Apareça, e me mostre que não acreditei em tudo à toa.
Assinado, um pisciano.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Morrendo aos poucos

É inevitável não morrer.
Até o carteiro já passou, e não deixou nem um telegrama.
Qualquer agora, pode ser a hora.
Qualquer dia pode ser um dia, inclusive um dia que já terminou.
Acabou de começar, e acabou o que não começou.
Sumiu quem sem olhar pra trás, foi e não se despediu.
Vou morrendo aos poucos esperando acertar o dia.
Morrendo o dia a dia.
Todo dia é dia, mas todo dia a morte adia.

[vazio]

Poemia de um Boema.

Cansei de meio termo.
Cansei de ser sem termo.
Cansei de ser sozinho.
Cansei de não ter nome.
Vou te poemizar... e só assim, poderei dizer que tenho!

a SAUDADE, de um anônimo

Silenciado visivelmente sob pressão.
Concentrado, rascunhava na contracapa do caderno,
versinhos de saudade!
De longe, na minha saudade, pude ver!
"Saudade é o sentimento mais urgente de todos"
Seu olhar rápido era preocupado,
e observava se alguém ali assistia seu sentimento.
Eu assistia. E compartilhava.
Senti vontade de te ajudar!
Nossa saudade pode nos matar.
Prometo que permito que cruze novamente meu caminho.
E não deixarei que você continue escrevendo sobre seu sentimento, sozinho.
Boa aula.
Continue romântico.
E não esconda embaixo da mochila o livrinho que trazia escrito: AMOR!

8º Ano A - Escola Municipal Padre Dehon

sábado, 6 de julho de 2013

do que vou contar pros meus netos

Vou contar que conheci alguém, e esse alguém também me conheceu.
Conheci há várias vidas atrás, e com certeza muitas pra frente ainda estaremos juntos.
Vou contar que atuamos, choramos, nos ajudamos, dançamos, viajamos, lutamos, estudamos, e crescemos.
Vou rir, só rir, pra não contar o censurado.
Censurar, o que vivemos no intenso, no profundo e no vulgar.
Amarei.
Amarei lembrar daquela noite fria, daquela musica chata, daquele caminho longo, daquela pedra no sapato.
"Cadê a pedra no sapato?"
"Foi ali."
Vou sorrir quando me lembrar da viagem para a cidade dos nossos filhotes, dos nossos olhos coloridos em azul e verde, e os corações pulsando em tons de verde e vermelho.
Vou sentir vergonha, ao lembrar das conversas (in)discretas com os olhos focados nas lupas, e nos muitos 'ideaes', esquecendo do meio externo à toda aquela matéria orgânica.
Se eu conseguir parar de rir, vou contar dos nossos planos, das nossas metas, e dos nossos desejos.
Se tiver força pra não chorar, vou contar dos conselhos e dos desejos de bom êxito que sempre tivemos um para com o outro.
Vou lembrar, vou sentir, vou contar, vou sorrir, vou viver, quero reviver, e com você quero estar.
Assim velhinho, reconjugando TODOS OS VERBOS DO MUNDO.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

assim, e só.

Eu ia escrever sobre o quanto gosto do seu sorriso e de como presto atenção na sua risada contagiante, sem que você perceba.
Ia comentar sobre o quanto encontrar você melhora meu dia, minha semana.
Então me disseram que eu precisava ter cuidado, caso contrário me machucaria, eu precisava ir com calma porque já estava começando da forma errada...
Mas eu não sei ter calma e paciência para esperar, quero tudo e quero agora, quero esse sorriso,quero pagar pra ver...
Porque essa sou eu.
E eu só sei gostar assim...
respirando poesia e me inebriando de amor o dia inteiro.
Eu só sei gostar assim.

Ps 1: “ Tem coisas que não são nem erros nem defeitos, são só o gente da gente mesmo”. Entendi.

Ps 2: “ Algumas coisas a gente precisa viver para saber” ... e é só!

_ por Larissa Ribeiro, meu bebê

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um Monólogo, com Doutor Oswaldo

"Oi, estou aqui de novo Doutor Oswaldo.
Pois é, lembra daqueles pedidos que fiz? Então, eu andei pensando se queria mesmo tudo aquilo. Na verdade quero muita coisa ainda, mas estabeleci prioridades dessa vez... Sim, prioridades... Como assim prioridades, Doutor Oswaldo? Prioridades, ordem de realização dos desejos. Dos mais importantes pros menos importantes. (não que seja menos importante ter um elevador no meu quarto)... Posso continuar?
Pois bem, é que no meio daquele monte de opção eu sei que seria difícil de receber tudo de uma vez. Ah... pode cancelar o suco de tomate que pedi, eu prefiro laranja!... Oi?! Estou saindo do assunto?... Ah, o senhor está com pressa?! Prometo que vou ser rápido... Estou bem sim, é... Quero dizer.
Sabe o que é Doutor Oswaldo, eu quero me amar mais, quero tomar o cuidado de me apaixonar pelo reflexo no espelho antes de sair de casa, todos os dias. Quero trocar o meu colchão. Quero que todos os abraços de aniversário, sejam sinceros. Quero comprar uma lanterna, tenho medo de escuro. Quero conseguir seguir meu cronograma diário à risca. Quero dar bom dia para meus vizinhos. Quero cumprir minha meta de fazer bondade todo dia. Quero aprender a estudar. Quero me amar mais... Ah, eu já disse isso?! Mas não pode colocar duas vezes na lista??... O senhor está anotando, senhor Oswaldo, digo, Doutor Oswaldo?! Pode colocar duas vezes?... Obrigado, Doutor Oswaldo! Continuando, quero que as pessoas sorriem mais, não precisa ser de mim, nem pra mim. Sorriem mais. Está sorrindo, Doutor Oswaldo?!.. Ah... Quero poder ajudar meus amigos, e estar pronto pra quando precisarem de mim. Quero ter disposição e motivo para acordar todos os dias. Ah, quero um motivo para me amar mais... é Doutor Oswaldo, me amar mais. Ênfase, ênfase, Doutor Oswaldo. O senhor está cansado?... ah, tem terapia agora?
Só isso mesmo que eu quero, agora. E o senhor, está bem?!... Ah, está atrasado??! Pode ir lá..
 Ah.. se importa se eu pedir pra não cancelar os outros pedidos?!
Boa terapia, Doutor Oswaldo."

Mesmo que, de peixes

a priori, ignore o fato de eu ser pisciano.
me dê ao menos uma chance de tentar!


Encantado!
Sim, en-can-ta-do!
Assim fiquei.

Esse olhar convicto de quem
sabe o que está fazendo (mesmo que não saiba).
Esse sorriso doce, envolto a timidez
que sabe o que falar (mesmo que não fale).
Me encantaram!

A voz suave,  mas, imponente dizendo:
"Deixem comigo" (mesmo que não queira)
Os olhos, transparecendo a clareza de um
:
"Me abrace" (mesmo que, não agora)
Também me encantaram!

E foi assim, desde a primeira vez,
e assim será, sempre que te ver!
Meus olhos brilharam e sempre brilharão!
E meus braços abertos, gritarão por um abraço seu...
(mesmo que meu peixe, seja devorado por seu tubarão)

Encantado!
Sim, en-can-tado!
Assim eu vou ficar!
(mesmo sendo de peixes.)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Só rir, para não só ver!

Se acalme!
Mas está longe! ou não?!
Eu diria, que há apenas uma distancia equivalente a qual não posso,
 nem ao menos, poder tocar!
E é num guardanapo da boemia que sofro pela ausência
de uma presência que nunca mais chegou!
[e que me dê licência, a poesia]

Ah, aquele sorriso, o mesmo encantador, que me faz sorrir.
Só rir, e tentar não ver.
E se ver,
só rir,
para não só, ver!
São murmúrios habituados a lamentos distantes
como se perdesse algo que,
nem de longe sonhando
ganhei.
Essa é minha sina.
Ganhar, ganhar, ganhar, sorrir...
e nadar longe da praia.

sábado, 25 de maio de 2013

era, mais que perfeito.

Quisera eu, ter que fechar os olhos
para que o brilho de um cometa
não me afete as pupilas e a midríase seja constante!
Quisera eu, ainda, poder olhar para um cometa!

Porque eu? Tão velho e amadurecido na arte de 'sentir'
... sentir tão rápido a ausência de alguém que não chegou?

Quisera eu, saber cadê o porque,
ou cadê a razão,
e ter a explicação que isso requer.
além de querer saber como fazer,
e fazer de um jeito especial pra te mostrar.

Também pudera, eu sofrer.
O cometa é assim.
Vem, brilha, arrepia, morde, belisca, sente...
...e por sentir, some!

______________
17 de maio de 2013.

" A gente se ilude, dizendo que ainda há coração"

segunda-feira, 13 de maio de 2013

vô cativar.

Não pode ser comigo, que alguém
sem vocativo
esteja conversando não tendo a decência de olhar nos meus olhos.
Não pode ser real, a carta que alguém,
sem assinatura
se justifica de algo que não aceita o erro de ter o cometido.
Não posso acreditar, na construção
sem confiança
de uma relação unilateral, que hoje se encontra a rio abaixo.

rio de lágrimas.
desabou.
brincou.
desmotivou.
Fim.

3,14

O que as palavras não transpareciam,
o olhar contemplava a proposta que fosse.
Confiando de olhos fechados,
pude encontrar em meio aos montes,
a resposta de minhas questões,
que iriam muito além, do que dizia o pierre ao quadrado.
O olhar, paternal, acompanhando o processo de apoio
me laçou envolto a uma paixão familiar.
Consigo lembrar do uivo como se eu ainda estivesse perdido,
no meio daquela selva.
Seu uivo alto, me salvou, e par a par,
vendo, imaginando, revendo e transvendo,
fomos encarando o mundo, encarando as diferenças.
E cara a cara, sem emitir nem um uivar,
se compreendendo, e se apoiando.
Parecia igual aos outros,
mas racionalmente diferente, me mostrou a melhor maneira de chegar
junto de todos, num mesmo pi.
Quisera eu, poder uivar de novo, e poder compartilhar da melhor parte de mim!

[Obrigado, companheiro]

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Gerundiando.

Indo
vivendo
fazendo
chorando
sorrindo
cantando
sendo
participando
lutando
buscando
amando
desamando
crescendo
cantando
persistindo
errando
acertando
conhecendo
contando
pensando
sonhando
percebendo
reparando
arrumando
aperfeiçoando
observando
descansando
indo vivendo
sem ponto final.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Como um Cometa

Vejo de longe,
e de primeira, apaixono,
como aconteceu com aquele cometa.
Não conheço, nunca vi, nem senti.
Só sei que existe,
pois sinto dentro de mim a ânsia de um dia poder encontrar.
Poder tocar, sentir, ouvir, acariciar.
[quiçá também morder]
Pega logo a carona tão falada,
na cauda de um cometa
e venha me beijar.
me iluminar com seu brilho forte, e me esquentar com seus raios de ternura.
Mas não faça de passagem,
feito aquele velho Halley, que vem, encanta, se desencanta e some.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Apopetizando um Verme - Por Vinicius Borges

Bate, pega, pula e corre
Chuta, grita e não dá mole.
Menino moleque
Moleque homem.

Ah o seu olhar sonhador...
Tão verdadeiro quanto seu humor.

Intenso e inconstante,
Despudorado e variante,
É assim o guri-menino o piá-bambino.

Ingenuidade que transborda agulhas
Que fagulham as críticas necessárias
Num mundo que clama por vozes dissonantes.

Nadando contra a correnteza ele vai
Andando como um curupira e pulando como pererê
Colhendo flores e reunindo borboletas
Para o grande baile da floresta.

O baile da festa
Que está estampado na testa
De quem ama a orquestra
Da vida que pulsa
Serena e honesta.

O baile do menino
Que brincou com o mundo
E descobriu com a utopia
Que sem brincar
Sem sonhar
Sem sorrir
Jamais seria possível viver.

E assim ele sobrevive vivendo
Sem saber aonde vai
Mas sabendo por onde anda
Ainda que sem as certezas que lhe cobram
Ainda que sem as formalidades que lhe impõe
Ainda que verme num mundo onde os hominídeos acham que mandam.

porque será?

Tudo dúvida.
Se vou, não sei pra onde.
Se estou, não sei porquê.
Se quero, não sei quando.
Se escuto, não sei a quem.
Se apaixono, não sei se devo.
Se amo, não largo mais.
Se começo, não sei parar.
Se paro, desanimo.
Se canto, erro a letra.
Se danço, perco a vez.
Se toco, é sempre a mesma.
Se desvio, acerto.
Se tento, desvio.
porque será?
Se sou, não quero.
Se aceita, desfaço.
Se queres, aceito.
Se fujo, me encontro.
Se escrevo, não leio.
Se sonho, acordo.
Se durmo, esqueço.
Se era, gosto.
porque será?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mateforezando Lineus

"caduca o pai,
mãe, filha,
e eu que nem sou mais da família,
também quero caducar"

Sô Lineu?
Existe alguém mais desequilibrado do que eu?Embora não convicto, eu diria, que sim!

Alguém que me insentiva e desanima ao mesmo tempo,
Alguém que tem vontade de gritar e cochichar ao mesmo tempo,
Alguém que queira se exaltar e retrair ao mesmo tempo,
Não tem como ser uma pessoa equilibrada.
e esse alguém, Lineuzinho, é você!
Alguém que mesmo sendo todo esse poço de desequilibrio,
não deixa se pender para nenhum dos lados...
... seja lado do mundo da vida, ou  lado do mundo dos sonhos!
Alguém, que imagina longe, imagina alto, e ao mesmo tempo
se mantém no chão organizando os colchões, para que se aconteça a queda,
seja suave e doce feito a bondade dos seus sonhos.
Alguém com braços infinitos, prontos para abraçar alguém carente,
ao mesmo tempo em que não deixa a sua própria peteca cair.
Alguém que, 'cabeleando', vai..
pendendo...
se perdendo...
sonhando...
se encontrando...
sorrindo, chorando...
chorando de sorrir..
e cantando. Mas nunca deixa de ir.
Felicidades, Lineu.

Com carinho, Mendonça.

[fictício, baseado em fatos fictícios, construindo laços reais]

sábado, 30 de março de 2013

essa mania

Prometo comportar.
Sorriu.
Eu sei, é simpatia, eu sei, é simpatia.
Cumprimentou. Nada mais educado a fazer.
Pegou as cervejas. Está com vontade de beber.
A outra é pra mim. É legal, eu sei que é legal.
Um brinde.
Saúde. Paz. Alegria. Amor...
... não, amor não. É só simpatia.

Preciso parar,
controlar,
educar.
Essa mania de me apaixonar com cada gesto legal.
Está tudo errado.
Se controla.

sexta-feira, 29 de março de 2013

meu neném...

Ela, sorri de longe,
e de perto me faz sorrir.
De perto, é meu neném,
de longe,é minha mãe,
a me vigiar cada passo inseguro que eu possa dar.
De longe parece que, desatenta me esqueceu,
de perto tem o carinho infinito, e os afagos doces cheios de amor pra dar.
De perto, me xinga, corrije e aconselha,
de longe, me encara com os olhos matadores de uma ariana que sabe o que está fazendo.
De longe, me ama
de perto, nos amamos.
E é nessa distância, menos longe do que perto,
menos perto que fica longe, que vamos nos completando.
Sendo longe, o princípio,
Perto do meio,
e longe do fim..

te amo.

quarta-feira, 20 de março de 2013

da tela ao reino animalia

a pintura viva, numa tela ambulante,
transparece um sapo a procura de um sorriso.
Não um beijo, um sorriso.
Uma princesa, trancada em seu quarto e em sentimentos,
pinta uma tela que, vez ou outra,
 se diz não querer moldurar.
Apreensiva, cuidadosa,
receosa de que o príncipe seja apenas mais um sapo,
não se entrega,
foge,
desvia o olhar,
segura o riso.
Riso, que em vez de beijo, tornaria do sapo um príncipe.
Chegou-se a hora, passou-se a hora,
e o sapo continua sapo, a princesa continua princesa,
se pintam ou se procuram ainda um grande beijo,
digo um sorriso,sei não,
mas carregam dentro de si uma ciência que os une.

Saudade princesa!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A culpa é dos olhos.

Enquanto o conjunto de córneas, intimida, encara, dialoga, repudia...
o coração questiona, o porque, de fato, aquele 'verme' me exclui tanto.

Não, moço, ninguém exclui.
São seus olhos, minha fraqueza.
Esses olhos de quem tem algo a dizer, mas espera o momento certo.
Esses olhos de quem sabe quem tem o poder, mas espera o momento certo.
Esses olhos de quem sabe a quem atingir, mas... talvez, não espera o momento certo.

Me atingiu antes da hora,
e foi nessa hora, que o meu conjunto de olhos resolveu cair fora.
São, também, os meus olhos, minha fraqueza.
Esses olhos de quem muito observa e precipita informação.
Esses olhos de quem tenta antes de qualquer contato, estabilizar-se ao ambiente.
Esses olhos de quem não consegue se fixar a olhos tão cuidadosos de quem sabem como agir.

Entendeu? São seus olhos.

O moço da capa preta

É oficial,  me faz bem quando a pitada de drama e exagero,
que dele se originam,  aparecem na conversa.
É claro que não está tão frio quanto parece,
e nem estamos tão atrasados quanto se diz,
eu sei que é dificil esperar até que todos os pratos do almoço estejam limpos.
E também sei que por debaixo daquela capa, bate um coração carinhoso, e cheio de afeto.

Pode ser que um dia,
o vento que bate do norte, do sul, do leste ou do sudoeste,
faça com que a capa se balance e arranque um risinho de felicidade,
do rosto dono daqueles olhos negros e sinceros.


Moço da capa preta, por favor, sorria, seu sorriso me faz bem, também!
[leia com voz de fumante]
"eu não quero me desprender de você, não, viu, ô muleque"

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Bon Diorno

O sorriso que me implicava,
a felicidade que me incomodava,
o bem estar que me corroia, hoje me fazem melhor!

O bom-dia, o abraço, a gargalhada,
e o 'vermis' que ouço a cada dia, hoje me fazem melhor!

Paixão, raivinha, amizade, paixão de novo,
talvez de novo, e... por fim e pra sempre, uma parte de mim!
É assim que quero.
Quero acordar, sentir o dia e dividir do sorriso, da felicidade e do bem estar,
que... no começo desse texto me pareciam ruins!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Transmimento de Sensação

O que eu quero é poder te olhar nesses olhos lindos,
te fazer um carinho, deixar você deitar no meu colo.
Quero poder ficar te olhando dormindo, fazendo carinho no seu cabelo.
Quero me entregar no seu abraço [grátis], sentir seu coração pulsando, calmo comigo.
Quero poder te beijar, te desejar, te sentir.
Quero poder ser seu, completamente seu.
Quero te ter nos meus braços, como daquelas outras vezes.
Eu quero muito.
Deixa eu cuidar de você, deixa?
Deixe com que eu tenha coragem de chegar, e não apenas vigiar de longe.
Deixe com que eu me sinta bem, novamente, mesmo com suas correções irritantes.
Quero poder ter a sensação de alegria, novamente, ao perceber que a mensagem recebida tinha seu nome.
Quero de novo, poder dormir sorrindo, pois respondera o meu 'boa noite'!
Deixa eu cuidar de você?

[baseado na obra de Bruna Rabello, e , em fatos reais.]