quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A culpa é dos olhos.

Enquanto o conjunto de córneas, intimida, encara, dialoga, repudia...
o coração questiona, o porque, de fato, aquele 'verme' me exclui tanto.

Não, moço, ninguém exclui.
São seus olhos, minha fraqueza.
Esses olhos de quem tem algo a dizer, mas espera o momento certo.
Esses olhos de quem sabe quem tem o poder, mas espera o momento certo.
Esses olhos de quem sabe a quem atingir, mas... talvez, não espera o momento certo.

Me atingiu antes da hora,
e foi nessa hora, que o meu conjunto de olhos resolveu cair fora.
São, também, os meus olhos, minha fraqueza.
Esses olhos de quem muito observa e precipita informação.
Esses olhos de quem tenta antes de qualquer contato, estabilizar-se ao ambiente.
Esses olhos de quem não consegue se fixar a olhos tão cuidadosos de quem sabem como agir.

Entendeu? São seus olhos.

O moço da capa preta

É oficial,  me faz bem quando a pitada de drama e exagero,
que dele se originam,  aparecem na conversa.
É claro que não está tão frio quanto parece,
e nem estamos tão atrasados quanto se diz,
eu sei que é dificil esperar até que todos os pratos do almoço estejam limpos.
E também sei que por debaixo daquela capa, bate um coração carinhoso, e cheio de afeto.

Pode ser que um dia,
o vento que bate do norte, do sul, do leste ou do sudoeste,
faça com que a capa se balance e arranque um risinho de felicidade,
do rosto dono daqueles olhos negros e sinceros.


Moço da capa preta, por favor, sorria, seu sorriso me faz bem, também!
[leia com voz de fumante]
"eu não quero me desprender de você, não, viu, ô muleque"