quarta-feira, 20 de março de 2013

da tela ao reino animalia

a pintura viva, numa tela ambulante,
transparece um sapo a procura de um sorriso.
Não um beijo, um sorriso.
Uma princesa, trancada em seu quarto e em sentimentos,
pinta uma tela que, vez ou outra,
 se diz não querer moldurar.
Apreensiva, cuidadosa,
receosa de que o príncipe seja apenas mais um sapo,
não se entrega,
foge,
desvia o olhar,
segura o riso.
Riso, que em vez de beijo, tornaria do sapo um príncipe.
Chegou-se a hora, passou-se a hora,
e o sapo continua sapo, a princesa continua princesa,
se pintam ou se procuram ainda um grande beijo,
digo um sorriso,sei não,
mas carregam dentro de si uma ciência que os une.

Saudade princesa!

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