quarta-feira, 24 de abril de 2013

Apopetizando um Verme - Por Vinicius Borges

Bate, pega, pula e corre
Chuta, grita e não dá mole.
Menino moleque
Moleque homem.

Ah o seu olhar sonhador...
Tão verdadeiro quanto seu humor.

Intenso e inconstante,
Despudorado e variante,
É assim o guri-menino o piá-bambino.

Ingenuidade que transborda agulhas
Que fagulham as críticas necessárias
Num mundo que clama por vozes dissonantes.

Nadando contra a correnteza ele vai
Andando como um curupira e pulando como pererê
Colhendo flores e reunindo borboletas
Para o grande baile da floresta.

O baile da festa
Que está estampado na testa
De quem ama a orquestra
Da vida que pulsa
Serena e honesta.

O baile do menino
Que brincou com o mundo
E descobriu com a utopia
Que sem brincar
Sem sonhar
Sem sorrir
Jamais seria possível viver.

E assim ele sobrevive vivendo
Sem saber aonde vai
Mas sabendo por onde anda
Ainda que sem as certezas que lhe cobram
Ainda que sem as formalidades que lhe impõe
Ainda que verme num mundo onde os hominídeos acham que mandam.

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