quinta-feira, 30 de maio de 2013

Só rir, para não só ver!

Se acalme!
Mas está longe! ou não?!
Eu diria, que há apenas uma distancia equivalente a qual não posso,
 nem ao menos, poder tocar!
E é num guardanapo da boemia que sofro pela ausência
de uma presência que nunca mais chegou!
[e que me dê licência, a poesia]

Ah, aquele sorriso, o mesmo encantador, que me faz sorrir.
Só rir, e tentar não ver.
E se ver,
só rir,
para não só, ver!
São murmúrios habituados a lamentos distantes
como se perdesse algo que,
nem de longe sonhando
ganhei.
Essa é minha sina.
Ganhar, ganhar, ganhar, sorrir...
e nadar longe da praia.

sábado, 25 de maio de 2013

era, mais que perfeito.

Quisera eu, ter que fechar os olhos
para que o brilho de um cometa
não me afete as pupilas e a midríase seja constante!
Quisera eu, ainda, poder olhar para um cometa!

Porque eu? Tão velho e amadurecido na arte de 'sentir'
... sentir tão rápido a ausência de alguém que não chegou?

Quisera eu, saber cadê o porque,
ou cadê a razão,
e ter a explicação que isso requer.
além de querer saber como fazer,
e fazer de um jeito especial pra te mostrar.

Também pudera, eu sofrer.
O cometa é assim.
Vem, brilha, arrepia, morde, belisca, sente...
...e por sentir, some!

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17 de maio de 2013.

" A gente se ilude, dizendo que ainda há coração"

segunda-feira, 13 de maio de 2013

vô cativar.

Não pode ser comigo, que alguém
sem vocativo
esteja conversando não tendo a decência de olhar nos meus olhos.
Não pode ser real, a carta que alguém,
sem assinatura
se justifica de algo que não aceita o erro de ter o cometido.
Não posso acreditar, na construção
sem confiança
de uma relação unilateral, que hoje se encontra a rio abaixo.

rio de lágrimas.
desabou.
brincou.
desmotivou.
Fim.

3,14

O que as palavras não transpareciam,
o olhar contemplava a proposta que fosse.
Confiando de olhos fechados,
pude encontrar em meio aos montes,
a resposta de minhas questões,
que iriam muito além, do que dizia o pierre ao quadrado.
O olhar, paternal, acompanhando o processo de apoio
me laçou envolto a uma paixão familiar.
Consigo lembrar do uivo como se eu ainda estivesse perdido,
no meio daquela selva.
Seu uivo alto, me salvou, e par a par,
vendo, imaginando, revendo e transvendo,
fomos encarando o mundo, encarando as diferenças.
E cara a cara, sem emitir nem um uivar,
se compreendendo, e se apoiando.
Parecia igual aos outros,
mas racionalmente diferente, me mostrou a melhor maneira de chegar
junto de todos, num mesmo pi.
Quisera eu, poder uivar de novo, e poder compartilhar da melhor parte de mim!

[Obrigado, companheiro]

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Gerundiando.

Indo
vivendo
fazendo
chorando
sorrindo
cantando
sendo
participando
lutando
buscando
amando
desamando
crescendo
cantando
persistindo
errando
acertando
conhecendo
contando
pensando
sonhando
percebendo
reparando
arrumando
aperfeiçoando
observando
descansando
indo vivendo
sem ponto final.