Tá bom, começo confessando que essa atitude é tosca.
Atitude de gente fraca.
Logo, reconheço minha fraqueza. Falar olhando nos olhos.
Queria só saber o que está acontecendo.
Se está tudo bem. Se fiz algo de mal.
Queria só saber qual foi o boi que apareceu na linha.
Ou se o boi sou eu mesmo.
Queria saber se eu irrito tanto assim, ou o que preciso mudar.
Quero ouvir, prometo não interromper, nem ignorar.
Uma amiga usou dessa estratégia, vamos ver se comigo vai funcionar.
Se quiser me falar por telegrama, e mandar um shampoo, já me arrancaria um sorriso.
E o que vai ser daqui pra frente?
Daqui meia hora? duas horas? uma madrugada? um mês?
O que vai ser depois de todo esse tempo?
Apareça, e me mostre que não acreditei em tudo à toa.
Assinado, um pisciano.
se você está lendo isso por acasos da internet, seja bem vindx! se você está aqui por indicação de alguém, me conta. se a indicação é minha, sinta-se especial!
terça-feira, 30 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Morrendo aos poucos
É inevitável não morrer.
Até o carteiro já passou, e não deixou nem um telegrama.
Qualquer agora, pode ser a hora.
Qualquer dia pode ser um dia, inclusive um dia que já terminou.
Acabou de começar, e acabou o que não começou.
Sumiu quem sem olhar pra trás, foi e não se despediu.
Vou morrendo aos poucos esperando acertar o dia.
Morrendo o dia a dia.
Todo dia é dia, mas todo dia a morte adia.
[vazio]
Até o carteiro já passou, e não deixou nem um telegrama.
Qualquer agora, pode ser a hora.
Qualquer dia pode ser um dia, inclusive um dia que já terminou.
Acabou de começar, e acabou o que não começou.
Sumiu quem sem olhar pra trás, foi e não se despediu.
Vou morrendo aos poucos esperando acertar o dia.
Morrendo o dia a dia.
Todo dia é dia, mas todo dia a morte adia.
[vazio]
Poemia de um Boema.
Cansei de meio termo.
Cansei de ser sem termo.
Cansei de ser sozinho.
Cansei de não ter nome.
Vou te poemizar... e só assim, poderei dizer que tenho!
a SAUDADE, de um anônimo
Silenciado visivelmente sob pressão.
Concentrado, rascunhava na contracapa do caderno,
versinhos de saudade!
De longe, na minha saudade, pude ver!
"Saudade é o sentimento mais urgente de todos"
Seu olhar rápido era preocupado,
e observava se alguém ali assistia seu sentimento.
Eu assistia. E compartilhava.
Senti vontade de te ajudar!
Nossa saudade pode nos matar.
Prometo que permito que cruze novamente meu caminho.
E não deixarei que você continue escrevendo sobre seu sentimento, sozinho.
Boa aula.
Continue romântico.
E não esconda embaixo da mochila o livrinho que trazia escrito: AMOR!
8º Ano A - Escola Municipal Padre Dehon
Concentrado, rascunhava na contracapa do caderno,
versinhos de saudade!
De longe, na minha saudade, pude ver!
"Saudade é o sentimento mais urgente de todos"
Seu olhar rápido era preocupado,
e observava se alguém ali assistia seu sentimento.
Eu assistia. E compartilhava.
Senti vontade de te ajudar!
Nossa saudade pode nos matar.
Prometo que permito que cruze novamente meu caminho.
E não deixarei que você continue escrevendo sobre seu sentimento, sozinho.
Boa aula.
Continue romântico.
E não esconda embaixo da mochila o livrinho que trazia escrito: AMOR!
8º Ano A - Escola Municipal Padre Dehon
sábado, 6 de julho de 2013
do que vou contar pros meus netos
Vou contar que conheci alguém, e esse alguém também me conheceu.
Conheci há várias vidas atrás, e com certeza muitas pra frente ainda estaremos juntos.
Vou contar que atuamos, choramos, nos ajudamos, dançamos, viajamos, lutamos, estudamos, e crescemos.
Vou rir, só rir, pra não contar o censurado.
Censurar, o que vivemos no intenso, no profundo e no vulgar.
Amarei.
Amarei lembrar daquela noite fria, daquela musica chata, daquele caminho longo, daquela pedra no sapato.
"Cadê a pedra no sapato?"
"Foi ali."
Vou sorrir quando me lembrar da viagem para a cidade dos nossos filhotes, dos nossos olhos coloridos em azul e verde, e os corações pulsando em tons de verde e vermelho.
Vou sentir vergonha, ao lembrar das conversas (in)discretas com os olhos focados nas lupas, e nos muitos 'ideaes', esquecendo do meio externo à toda aquela matéria orgânica.
Se eu conseguir parar de rir, vou contar dos nossos planos, das nossas metas, e dos nossos desejos.
Se tiver força pra não chorar, vou contar dos conselhos e dos desejos de bom êxito que sempre tivemos um para com o outro.
Vou lembrar, vou sentir, vou contar, vou sorrir, vou viver, quero reviver, e com você quero estar.
Assim velhinho, reconjugando TODOS OS VERBOS DO MUNDO.
Conheci há várias vidas atrás, e com certeza muitas pra frente ainda estaremos juntos.
Vou contar que atuamos, choramos, nos ajudamos, dançamos, viajamos, lutamos, estudamos, e crescemos.
Vou rir, só rir, pra não contar o censurado.
Censurar, o que vivemos no intenso, no profundo e no vulgar.
Amarei.
Amarei lembrar daquela noite fria, daquela musica chata, daquele caminho longo, daquela pedra no sapato.
"Cadê a pedra no sapato?"
"Foi ali."
Vou sorrir quando me lembrar da viagem para a cidade dos nossos filhotes, dos nossos olhos coloridos em azul e verde, e os corações pulsando em tons de verde e vermelho.
Vou sentir vergonha, ao lembrar das conversas (in)discretas com os olhos focados nas lupas, e nos muitos 'ideaes', esquecendo do meio externo à toda aquela matéria orgânica.
Se eu conseguir parar de rir, vou contar dos nossos planos, das nossas metas, e dos nossos desejos.
Se tiver força pra não chorar, vou contar dos conselhos e dos desejos de bom êxito que sempre tivemos um para com o outro.
Vou lembrar, vou sentir, vou contar, vou sorrir, vou viver, quero reviver, e com você quero estar.
Assim velhinho, reconjugando TODOS OS VERBOS DO MUNDO.
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