sábado, 6 de julho de 2013

do que vou contar pros meus netos

Vou contar que conheci alguém, e esse alguém também me conheceu.
Conheci há várias vidas atrás, e com certeza muitas pra frente ainda estaremos juntos.
Vou contar que atuamos, choramos, nos ajudamos, dançamos, viajamos, lutamos, estudamos, e crescemos.
Vou rir, só rir, pra não contar o censurado.
Censurar, o que vivemos no intenso, no profundo e no vulgar.
Amarei.
Amarei lembrar daquela noite fria, daquela musica chata, daquele caminho longo, daquela pedra no sapato.
"Cadê a pedra no sapato?"
"Foi ali."
Vou sorrir quando me lembrar da viagem para a cidade dos nossos filhotes, dos nossos olhos coloridos em azul e verde, e os corações pulsando em tons de verde e vermelho.
Vou sentir vergonha, ao lembrar das conversas (in)discretas com os olhos focados nas lupas, e nos muitos 'ideaes', esquecendo do meio externo à toda aquela matéria orgânica.
Se eu conseguir parar de rir, vou contar dos nossos planos, das nossas metas, e dos nossos desejos.
Se tiver força pra não chorar, vou contar dos conselhos e dos desejos de bom êxito que sempre tivemos um para com o outro.
Vou lembrar, vou sentir, vou contar, vou sorrir, vou viver, quero reviver, e com você quero estar.
Assim velhinho, reconjugando TODOS OS VERBOS DO MUNDO.

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