quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Você e Você.

Seus olhos perderam a noção do perigo.
Tudo agora parece mais fácil
Invertemos as posições, fato.
Agora você finge ser eu, e eu garanto a frente como você.
Garanto que você, assim como eu no antes
se confundiu e errou tudinho igual a mim no depois, que agora sou você no passado.
Eu fazia tudo errado, e não tinha preguiça de tentar consertar,
e lá vai você, sendo eu, e ouvindo a si mesmo ser xingada
por quem você foi há alguns dias, mas no passado nem pensava que iria se atrapalhar.
E eu dando cabeçada na vida, esperando ouvir de mim mesmo,
no futuro, o que eu não diria pra você no passado.
Assim vamos nós, sendo sujeito, predicado, e prejudicado.
Voltando no passado, repetindo no futuro, mas sem parar de conjugar o presente.
Além de que você, hoje eu, no passado talvez nós dois.
Ainda há de dar muita risada disso tudo.
Até lá, seja eu, seja você, sejamos nós, os melhores e mais confusos amigos do mundo!
Te amo, Verme.

vai entender.

Tão eu!
Tão não sei o que quero.
Tão tão distante...
Distante do entendimento, talvez desde o nascimento,
Nascimento não sei se do ódio ou do amor.
Saudade! Solidão.
É isso... as palavras não precisam se ligar.
Nada aqui faz sentido.
Se quero não posso, se posso não tenho, se tenho não gosto.
É muito sentimento e pouco contato.
Desato de nós, os nós que amarravam a confusão.
Confesso confuso, que não sei onde quero chegar.
Tão eu.
Talvez tão nada.
Do nada, tão tudo.

e você que dizia, que nada aqui era pra você.
aqui está o primeiro, embora não pra você... por você!