quinta-feira, 24 de setembro de 2015

mais um dia daqueles

[sobre a noite, o dia, a cabeça e o coração:]

Hoje, mais uma vez, aquele número se repete nas folhas do nosso calendário,
e é inevitável que isso aconteça.
A noite fria, essa cama vazia, sem seu suor, sem seu cheiro, sem seu gozo,
e sem fazer com que tudo transpirasse nosso amor me fizeram te sonhar acordado.
E lá estava você, gargalhando, buzinando, e me pegando com a mão molhada. (e eu nem liguei por me molhar)
Os dias se repetem em falsa calmaria, o desejo de você me sufoca em vicíos e em piadas mais forçadas que toda essa calma. Se meu riso não é contigo, ele não é.
O sol parece lindo lá fora (e muito quente), mas seu abraço nunca me faria pensar em te soltar mesmo que estivéssemos suando e enjoado um do outro. (Até porque eu não me enjoaria nunca de você, mesmo.)
Minha cabeça voa... (e ela nem tem asas)
Voa pro nosso futuro, e sonha acordada com nossas mãos se entrelaçando (sem cursinho pra soltar) e realizando nosso plano de estar junto pra sempre, cuidando dos nossos cães (e gatos, u.u), da nossa cama de solteiro, e escrevendo (sempre) o meio da nossa história. (bem longe do fim)
O coração?
O coração tá aqui... lub-dub, lub-dub, lub-dub.. 
Mas ele não deixa de bater forte, e me espancar por dentro, quando te vê e não vê aquele sorriso maravilhoso que ilumina quando a gente se encontra. Ele não me deixa quieto quando quer falar as coisas que o estão fazendo acelerar. Ele salta quando percebe que está perto do seu.
O melhor lugar do mundo pro dia de hoje, seria dentro do seu abraço.
E eu espero e sonho como se estivesse lá, mesmo que você não queira e não estivesse.

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